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Não admitir a necessidade de tratamento ou evitar seu início sempre foi algo comum, muitos evitam o enfrentamento de forma inconsciente, como uma forma de defesa contra a dor. Dor de mexer nos problemas, desacomodar-se e desfamiliarizar-se. Afinal, quem gosta de sair da sua zona de conforto?

A resistência é uma produção defensiva por natureza que procura saídas contra a invasão dos elementos indesejáveis provenientes do próprio inconsciente e dos conteúdos reprimidos. A palavra “resistência” apresenta diversos significados. Na psicanálise, segundo Roudinesco e Plon designa: “o conjunto das reações de um analisando cujas manifestações, no contexto do tratamento, criam obstáculos ao desenrolar da análise” e segundo Laplanche e Pontalis: “tudo o que, nos atos e palavras do analisando, se opõe ao acesso deste ao seu inconsciente”.

Segundo Foucault, historicamente, as várias formas de resistência articulam-se em três principais tipos de luta:

i) contra as formas de dominação (étnica, social e religiosa);

ii) contra as formas de exploração que separam os indivíduos daquilo que eles produzem;

iii) contra as formas de sujeição, ou seja, contra a submissão da subjetividade, sendo esta última a mais importante para ele na atualidade, tendo em vista que:

São lutas que questionam o estatuto do indivíduo: por um lado, afirmam o direito de ser diferente e enfatizam tudo aquilo que torna os indivíduos verdadeiramente individuais. Por outro lado, atacam tudo aquilo que (…) força o indivíduo a se voltar para si mesmo e o liga à sua própria identidade de um modo coercitivo.


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Claro que nem todos precisam de terapia. Alguns possuem a capacidade de sublimar, ou seja, de encontrar meios criativos de contornar suas questões sem sintomatizar.

Normalmente quando o problema já se arrasta há um bom tempo é que a pessoa decide buscar ajuda. Até lá, muitos adiam (e continuam sofrendo), querem muito encontrar receitas prontas.

Essa resistência para buscar terapia, podemos dizer que se dá de uma forma inconsciente, uma defesa para não se haver com a própria responsabilidade, pois culpar o chefe, o esposo, o irmão muitas vezes é uma tarefa mais fácil e menos dolorosa do que enfrentar as próprias questões.

Normalmente o sujeito vai atrás do tratamento quando o problema estoura, as pessoas demoram a procurar a terapia porque iniciar um processo requer comprometimento e desacomodar-se não é tão fácil.

No entanto, por mais que seja difícil mexer em certas questões consideradas adormecidas, os profissionais qualificados estão aí para oferecer a escuta acolhedora e sem julgamentos, nada pode substituir a escuta de um psicólogo. As vezes é melhor sentar e falar sobre suas questões, do que passar uma vida se queixando do que não da certo e se incomodando com questões dos outros.

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