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No final do século XVIII e início do século XIX começam os primeiros estudos sobre a sexualidade. A sexologia ganha status científico a partir da década de 80, em contraposição ao caráter religioso de que se revestiu anteriormente.

Importantes desbravadores começaram a abrir caminhos para o a compreensão do funcionamento sexual e o desenvolvimento da terapia sexual.

Kinsey (1938-1952), por exemplo, inicia as pesquisas sobre o comportamento sexual norte-americano, através de interrogatório direto, criando uma obra revolucionária.

Uma das questões abordadas no histórico da sexualidade humana é o funcionamento da resposta sexual humana (RSH), estudado por vários autores.

O casal mais famoso na história da sexualidade, Master e Johnson (década de 60), avalia a fisiologia da RSH em centenas de casais através da observação direta, mensurável e precisa, deixando um referencial a partir do qual as reavaliações se atualizaram. Inicialmente, propuseram um modelo bifásico (excitação → orgasmo) e posteriormente, de 4 fases: excitação → platô → orgasmo → resolução.

Ellis classificou a RSH em 2 fases: tumescência → detumescência.

Van de Velde usou a classificação em 4 fases: prelúdio → jogos de amor → união → epílogo.

Willielm Reich, em 2 fases: controle voluntário de excitação → contrações musculares involuntárias.

No final da década de 70, Kaplan reconhece o desejo como a motivação principal para iniciar o ato sexual, acrescentando-o no seu modelo trifásico de RSH: desejo → excitação → orgasmo. Helen mostrou que o tratamento das disfunções sexuais seria mais eficaz se levasse em consideração os problemas apresentados em cada uma das fases.

O modelo mais recente de resposta sexual humana (RSH) foi proposto por Basson (2000). Apesar de ser válido também para homens, cujo modelo de RSH tende a ser mais linear, aplica-se muito bem às mulheres, pela sua descrição circular.

Este novo modelo revela que a mulher inicia um encontro ou uma atividade sexual por diversas razões – o que já sabíamos, certo?!


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Não é o desejo, necessariamente, que mobiliza sua resposta.

Uma curiosidade, ou uma necessidade emocional/afetiva, busca de intimidade/proximidade, trocas/partilhas, dentre uma gama relativamente variável de possibilidades levam-na a seguir ou não na experiência sexual.

A vontade, por si, pode não ser determinante para a escolha de engajamento da sua resposta. Mesmo que a vontade faça parte do seu cenário interno, a decisão pode ser a de não se envolver na atividade sexual, caso perceba que não será tão positiva quanto espera, ou quando sentimentos como a raiva ou ressentimento, por exemplo, levam-na à indisponibilidade de resposta.

O desejo, espontâneo no início dos relacionamentos, tende a ser mais responsivo em relações longevas. Assim, muitas mulheres em estado de neutralidade sexual, precisam de uma motivação de ganho não sexual para envolver-se na prática sexual.

A mulher decide, portanto, se vai ou não aderir a experiência sexual, dependendo das condições favoráveis ou não. O contrário também pode acontecer, quando a mulher permite-se engajar na busca para estímulos sexuais, mesmo sem a vontade desperta, tornando-se receptiva, com aumento da sua excitação.

É um modelo de superposição de fases, sem linearidade e ordem, na qual o desejo pode vir depois da excitação, podendo terminar com orgasmo, orgasmos, mais excitação, ou com prazer sem orgasmo.

As satisfações física e emocional constroem memórias positivas que predispõem o engajamento futuro em atividades sexuais, assim como as negativas levam à evitação do contato sexual.

Quando a responsividade necessária para a continuidade do ato sexual é criada, o ciclo seguirá seu curso, sendo que o desejo e a excitação estão inter-relacionadas.

Parâmetros disfuncionais são revistos a partir deste modelo, elucidando aspectos que não entravam nos esquemas antigos. A complexidade que Rosemary apresenta no seu modelo de resposta sexual, diz respeito ao conhecimento da mulher e do homem sobre si mesmos, com consciência e presença.

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