P S I C O M E D

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RESUMO

Nesse trabalho, propomos analisar o caso Elizabeth Thomas, sob a luz do Transtorno de apego reativo. Foram utilizadas referências teóricas que possam nos auxiliar na elucidação deste caso, que se tornou público na década de noventa através das mídias televisivas e cinematográficas. A análise do caso foi realizada com base bibliográfica a respeito do transtorno, com o qual Elizabeth foi diagnosticada. Para tanto, foi realizada uma pesquisa teórica, com fundamentação no desenvolvimento humano, com ênfase na fase da infância, assim como a importância da estrutura de apego e da construção do vínculo afetivo para um desenvolvimento saudável. Aborda-se, também, quais os prejuízos que podem surgir ao longo da vida do indivíduo, caso este vínculo não ocorra ou aconteça de forma inadequada. O caso Elizabeth Thomas, por ser público, inspirou-nos a buscar uma compreensão maior sobre sua trajetória de vida, suas referências bibliográficas e diagnósticas, assim como despertou para uma investigação sobre a historicidade do Transtorno de apego reativo, enquanto sua classificação patológica e quais os possíveis tratamentos que visam um melhor prognóstico para a vida dessas crianças. Acredita-se que, com tratamento eficaz, essas crianças sejam reabilitadas e vivam bem ajustadas no seio de suas novas famílias. Por ser um transtorno com diagnóstico precoce, a partir do referencial pesquisado, torna-se necessário que se tome medidas protetivas para salvaguardar os direitos fundamentais da criança, prevenindo que estas não se tornem adultos desprovidos de sentimentos. Uma dessas medidas é o acolhimento dessas crianças em lares de outros familiares ou mesmo em instituições, onde se deparam com a questão da reabilitação do vínculo do apego. Ressalta-se a escassez de estudos e materiais bibliográficos, recomenda-se a ampliação de investigações sobre o tema, tanto no que diz respeito ao diagnóstico como a prevenção e tratamento do transtorno de apego reativo.

Palavras-chave: Apego. Infância. Vínculo.

ABSTRACT

In this work, we propose to analyze the Elizabeth Thomas case, in the light of reactive attachment disorder. Theoretical references were used to help us elucidate this case, which became public in the nineties through television and cinematographic media. The analysis of the case was carried out based on bibliography on the disorder, with which Elizabeth was diagnosed. For this purpose, a theoretical research was carried out, based on human development, with emphasis on the childhood phase, as well as the importance of the attachment structure and the construction of the affective bond for a healthy development. It also addresses the losses that may arise over the life of the individual, if this bond does not occur or does not happen in an inappropriate way. The Elizabeth Thomas case, for being public, inspired us to seek a greater understanding of her life trajectory, bibliographic and diagnostic references of her case, as well as awakening to an investigation into the historicity of Reactive Attachment Disorder, while its pathological classification and which the possible treatments aimed at a better prognosis for the lives of these children. It is believed that, with effective treatment, these children are rehabilitated and live well within their new families. As it is a disorder with early diagnosis, based on the researched framework, it is necessary to take protective measures to safeguard the fundamental rights of the child, preventing them from becoming adults without feelings. One of these measures is the reception of these children in the homes of other family members or even in institutions, where they are faced with the issue of rehabilitation of the attachment bond. The scarcity of studies and bibliographic materials is emphasized, it is recommended to expand investigations on the topic, both with regard to diagnosis and the prevention and treatment of reactive attachment disorder.

Keywords: Attachment. Childhood. Bond.

2. INTRODUÇÃO

Este estudo se propõe a fazer uma análise do caso de Elizabeth Thomas, sob a perspectiva do Transtorno de Apego Reativo (TAR). Serão apresentadas suas referências teóricas e a classificação de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM V (AMERICAN…, 2014). Onde está classificado no grupo de transtornos relacionados a traumas e estressores, sendo o TAR especificado como persistente ou grave, podendo afetar a crianças desde tenra idade, até mesmo bebês. Tal quadro se desenvolve durante os primeiros anos da infância e apresenta uma relação de apego inseguro derivado, que pode ser derivado de negligência e /ou maus tratos dos cuidadores primários.

A partir da escolha do tema proposto, o caso de Elizabeth Thomas, observou-se o TAR como sendo um transtorno com características e classificação propostas para o diagnóstico. É descrito como sendo um transtorno específico, raro e de baixa prevalência, entretanto, de alguns anos para cá, pode-se observar um aumento de casos de violência precoce elencadas à história da família da criança. Apresenta-se, então, uma preocupação de como irá se desenvolver esse indivíduo biopsicossocialmente na vida adulta.

Embasado nessa perspectiva, o presente estudo investigativo constitui-se de uma pesquisa bibliográfica constituída dos seguintes capítulos. No primeiro capítulo, descreve-se o desenvolvimento humano e infantil de acordo com algumas teorias que serviram como um parâmetro para a compreensão e transcurso do trabalho, sendo elas: o desenvolvimento humano à luz da teoria psicossexual de Freud e o desenvolvimento humano à luz da teoria psicossocial de Erick Erikson.

O segundo capítulo trata de conceituar e caracterizar a Teoria do apego (TA) e apresentar uma visão geral sobre o conceito e tipos de apego, em seguida, descreve-se o TAR como tradução de Reactive Atachament Dissorder (RAD) por meio de levantamento bibliográfico científico.

No terceiro capítulo, busca-se compreender o Caso Elizabeth Thomas na perspectiva científica e midiática, apresenta-se o caso com base nas produções cinematográficas e televisivas baseadas na sua história de vida. Em 1992, o diretor Larry Peerce realizou o filme Chind of rage (“A ira de Anjo”), ficção baseada em fatos reais; porém, o caso de Elizabeth Thomas veio a tornar-se público por meio das sessões de terapia gravadas com o Dr. Ken Magid, que compôs o documentário realizado exibido pela HBO e disponível com o mesmo título do filme – A ira de Anjo. Dessa forma, o mundo conheceu a menina de lindos olhos azuis e semblante angelical que, aos seis anos de idade, chocou o mundo quando disse que queria matar os pais adotivos. Quais as causas que vieram a fazer essa criança manifestar esse comportamento com tão pouca idade?

O quarto capítulo apresenta ao estudo iconográfico (fotográfico) das expressões emocionais de Beth Thomas sob a perspectiva Darwiniana. O estudo foi realizado por meio de pesquisa em banco de dados de imagens e textos publicados e disponíveis na internet.

Baseando-se nestas informações, coletadas por meio do documentário bem como por referências teóricas, esta pesquisa tem como objetivo trazer à luz o Transtorno de apego reativo a partir do estudo de caso, bem como apresentar o levantamento de dados referentes ao tema. Para tanto, foi realizada uma pesquisa bibliográfica em livros, artigos científicos e sites sobre a temática em estudo, a fim de buscar estabelecer uma relação entre o caso, o transtorno de apego reativo e a teoria do apego.

Leia o trabalho completo no link : O caso Elizabeth Thomas na pespectiva do Transtorno de apego reativo da infancia (uol.com.br)

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