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Com mais de 400 anos a frase de Hamlet: “Ser ou não ser, eis a questão!’’ tem sido objeto do imaginário literário que reescreve a frase icônica, com ele empunhando um crânio, embora essa não seja a intenção verdadeira do autor. A peça shakespeariana buscou repetir a dúvida e a angústia do homem que, confrontado pelas opções, paralisa-se. A liberdade de ser é a ação simultânea de escolher e de renunciar.

O verbo ser é anômalo, pois, alimenta bem mais do que apenas questões gramaticais.

O medo faz parte da gente. Nossos ancestrais carregaram o medo a fim de sobreviverem. Quando o perigo surgia, o corpo encontrava alguns mecanismos de defesa: fugir, lutar ou a tanatose (capacidade de fingir-se de morto para afastar predadores). O instinto de cada indivíduo ao combater o medo determinava a resposta defensiva que o corpo adotaria. Hoje nossos predadores não têm presas e, mesmo assim, nos assustam como se tivessem. O medo é para a sobrevivência como o oxigênio é para os pulmões: indispensável. Isolá-lo em nosso ser é negar parte daquilo que nos faz humano.

É assustador, eu sei: confrontar nossos medos e, por vezes, abraçá-los para dar um novo significado às respostas defensivas do corpo não é uma tarefa simples, porém se faz essencial. Pense na claustrofobia. O método freudiano inicia a busca por alguma experiência traumática singular que esteja no núcleo da fobia, assim, geralmente, o medo de ambientes fechados encontra respaldo numa experiência de enclausuramento.


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Ainda que eu acredite que analogias sejam perigosas, não obstante, parafraseio a perspectiva junguiana do inconsciente: para quem o medo assemelha-se a uma planta que se nutre de seu rizoma. Enxergamos a flor e o caule (o medo como sintoma), enquanto o rizoma (como origem da experiência traumática singular) permanece oculto. É por isso que sempre reforço que a fala – e a clareza que ela traz – tem o poder de revelar o que está escondido. Desta forma, não precisamos reencenar o famoso dito de Heródoto com relação à Esfinge: “os enigmas dos antigos egípcios eram enigmas também para os próprios egípcios’’, uma vez que o sintoma não deve ser temido, pois ele é o guia.

Assim, lanço a reflexão acerca do medo. Visualize-o como um sintoma de algo mais profundo e não o ignore. Ele é importante para a nossa sobrevivência e, sem ele, nosso corpo não reage. A partir disto, independente da resposta escolhida para a célebre indagação de Hamlet, encontraremos a paz e a felicidade. A fala é essencial.

Daqui, estou pronto para ouvi-lo quando se sentir pronto.: (41) 99283-8970
Heduardo Del Pintor Vieira / Psicólogo – CRP: 08/32353
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