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Mais um Dia Internacional da Mulher está chegando. Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, a data é comemorada desde o início do século 20, sempre marcada por manifestações que reivindicam igualdade de gênero e direitos e, um convite à reflexão.

Após décadas de lutas, as mulheres têm alcançado vitórias significativas. Nos últimos tempos, o sexo feminino, que passa longe de ser frágil, vem quebrando tabus, combatendo o machismo, a violência, a discriminação e marcando presença em lugares antes restritos aos homens. A participação de mulheres na política e no mercado de trabalho hoje é tão comum que alguns esquecem que há cerca de 80 anos as brasileiras sequer podiam votar.

“Ao longo do tempo, muitas mulheres estiveram à frente de sua época e fizeram história, com feitos que abriram caminho às conquistas vividas nos dias atuais. A ousadia de ícones do passado contribuiu para o “empoderamento feminino”, elevando a participação feminina nos campos social, político e econômico”, avalia Flora Victoria, mestre em psicologia positiva aplicada pela Universidade da Pensilvânia.

Há boas expectativas para as mulheres em idade economicamente ativa, para os próximos anos. De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) até 2030, a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro deve crescer mais que a masculina.

Apesar dos avanços ocorridos nas últimas décadas e das perspectivas favoráveis, ainda há muito a ser feito. Existe um grande abismo entre a posição exercida pelo homem e pela mulher, principalmente no que diz respeito à vida profissional. No mundo inteiro, o número de mulheres em cargo de liderança é menor em comparação ao de homens.

O estudo Panorama Mulher 2019, realizado pelo Insper, indicou que houve uma queda para 13% no número de mulheres em cargos de liderança em comparação a 2018, que apontava uma participação de 15% de mulheres ocupando a presidência de empresas.


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O estudo ainda constatou que a probabilidade de uma mulher se tornar diretora é 50% menor do que a de um homem. Falta entendimento entre as pessoas de que a igualdade de gênero poderia gerar ganhos para todos. Segundo a consultoria empresarial McKinsey, a igualdade de gênero poderia acrescentar 12 trilhões de dólares ao Produto Interno Bruto (PIB) mundial. O PIB do Brasil, por exemplo, poderia crescer 30% de acordo com o programa de capacitação digital do Google Woman Will.

Entre as principais barreiras que impactam as mulheres em relação aos homens estão a conciliação com as tarefas fora do trabalho, falta de acesso ao desenvolvimento e às oportunidades de trabalho.

“É necessário e urgente se criar um ambiente de trabalho inclusivo e que ofereça chances iguais de crescimento profissional, no qual cada pessoa, independentemente do gênero, possa ter liberdade e estímulo para desenvolver seu pleno potencial”, comenta Flora. A especialista em psicologia positiva destaca, ainda, que algumas diferenças podem ser influenciadas por fatores biológicos, outras podem ser associadas ao meio, mas que nenhuma delas deve ser encarada como fator determinante na hora de escolher o caminho profissional a seguir, completa.

Flora Victoria lista a seguir algumas dicas de como as mulheres podem superar limites e alcançar o sucesso num mundo muitas vezes hostil àquelas que buscam ir além dos estereótipos e limites impostos pela sociedade.

  • Invista no autoconhecimento – Conhecer suas forças e fraquezas é uma base importante para trilhar o caminho de uma carreira bem-sucedida. Não importa se será como executiva, autônoma ou empresária. Uma vez descobertos, aposte e tenha confiança em seus talentos.
  • Desenvolva as competências necessárias para atuar na área escolhida – Não basta querer e sonhar ser algo. Você precisa realmente saber como é e entender o que é preciso para chegar lá. Toda atividade demanda ao menos umas três competências fundamentais. Mas sem dominá-las você não terá futuro nela.
  • Planeje seu caminho – Tenha metas claras, objetivas e possíveis. Metas existem para serem batidas, mas também para serem revistas. O que não deve mudar é o seu planejamento macro.
  • Faça escolhas estratégicas – É muito fácil um projeto se perder ou você desviar a atenção dele – em especial se tiver o perfil de mulher ativa. Você não é obrigada a fazer tudo que surge assim que aparece. Você pode até ser capaz de fazer, mas será que esta energia não seria melhor aproveitada naquele ponto que faz parte da rota de planejamento do seu projeto?
  • Desenvolva a inteligência emocional – A inteligência emocional é quase uma joia rara no século XXI. Vivemos a geração dos jovens com sólida formação acadêmica entrando no mercado de trabalho completamente despreparados para lidar com frustrações, opiniões contrárias, concessões, conflitos de gerações e diferenças de linguagens entre setores diferentes. Quem tem e desenvolve essa capacidade está dando diversos passos rumo a uma carreira bem-sucedida.
  • Aumente sua resiliência – Nunca ouviu falar em resiliência? É um termo que veio da química, mas que ganhou força para designar uma atitude comportamental em que o indivíduo consegue se adaptar às situações e mudanças com menos impacto possível. É uma habilidade treinável e que se deve exercitar em momentos de pura tranquilidade, para estar pronta quando precisar em momentos de tensão.
  • Desenvolva um estilo de comunicação assertiva – Menos é mais. Ser prolixa é desgastante tanto para quem fala quanto para quem ouve. E o pior: é ineficaz. Falar em um ritmo médio, nem alto nem baixo, procurando sintetizar as mensagens é algo que garante mais a atenção por parte de quem está te ouvindo.
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